Trump celebra reabertura do Estreito de Ormuz, mas mantém bloqueio naval ao Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a reabertura do Estreito de Ormuz, conforme anunciado pelo Irã na última sexta-feira, 17. Em uma mensagem em sua rede social favorita, o líder americano expressou gratidão ao regime iraniano. Contudo, Trump decidiu manter seu bloqueio naval na região, que foi instaurado na segunda-feira anterior com o objetivo de restringir a passagem de embarcações iranianas pela estratégica rota que representa 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

“O Irã acaba de informar que o Estreito está completamente aberto e preparado para a navegação. Obrigado!”, postou o presidente em sua plataforma Truth Social.

Em uma atualização posterior, Trump reafirmou que a ação militar americana permaneceria ativa para impedir o tráfego de navios iranianos até que as negociações para um cessar-fogo definitivo fossem concluídas. O bloqueio envolve a mobilização de 10 mil soldados, quinze embarcações de guerra e uma variedade de aeronaves para monitorar uma área que abrange o Golfo de Omã e o Mar Arábico. O Estreito de Ormuz conecta essas águas ao Golfo Pérsico, onde estão localizadas as monarquias árabes produtoras de petróleo.

“Embora o Estreito de Ormuz esteja completamente livre e pronto para negócios e navegação, o bloqueio naval continuará em plena vigência em relação ao Irã até que nossas negociações estejam totalmente finalizadas. Esperamos que esse processo aconteça rapidamente, já que muitos pontos já foram discutidos”, declarou Trump.

O bloqueio imposto por Trump também se aplica a embarcações de qualquer nacionalidade que atracarem em portos iranianos ou pagarem um “pedágio” estipulado em US$ 2 milhões para atravessar o estreito. Até quinta-feira, 16, treze navios haviam sido forçados a voltar. Embarcações consideradas “neutras” podem prosseguir, mas sob supervisão, evitando assim o transporte de petróleo iraniano. Até essa mesma data, treze barcos tiveram que retornar a um porto ou região costeira do Irã, conforme informado pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

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A intenção dos Estados Unidos com essas medidas é pressionar a indústria petrolífera do Irã, essencial para sua economia e responsável por 10% a 15% do PIB do país, além de interromper os pagamentos referentes ao “pedágio de Teerã”, que permite a alguns navios cruzarem essa importante rota marítima mediante pagamento.

Abertura do Estreito

Na mesma sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que todas as embarcações comerciais estão liberadas para passar pelo Estreito de Ormuz. A decisão foi tomada após um cessar-fogo ser estabelecido no Líbano, parte das diversas frentes do conflito no Oriente Médio, onde Israel está em combate com o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.

“Em alinhamento com o cessar-fogo no Líbano, todas as embarcações comerciais poderão transitar livremente pelo Estreito de Ormuz durante o restante do período da trégua, seguindo a rota coordenada previamente anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã”, comunicou Araghchi em uma postagem no X (antigo Twitter).

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Ainda não está claro por quanto tempo o estreito permanecerá aberto. Araghchi mencionou “o período restante do cessar-fogo”, mas não especificou se referia-se ao Líbano (que tem validade de dez dias) ou ao acordo entre Estados Unidos e Irã (com duração inicial até terça-feira da próxima semana, dia 21).

No entanto, ele destacou que os navios devem seguir uma “rota coordenada”, previamente acordada com o Irã. Especialistas em navegação sugerem que isso se refere a uma passagem próxima à costa iraniana usada por um número limitado de embarcações durante os conflitos devido ao risco de ataques.

A abertura da passagem era esperada desde a trégua acordada entre Irã e Estados Unidos em 8 de abril, um acordo que ambos os países estão considerando estender. No entanto, ela permaneceu fechada devido a desacordos sobre os termos da pausa nos combates (especialmente relacionados à continuidade dos bombardeios israelenses no Líbano).

No dia 16, Israel anunciou ter concordado em suspender os ataques ao Hezbollah por dez dias após pressão do governo Trump, visto que as hostilidades representavam um risco à trégua com o Irã.

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