Nesta sexta-feira, 12 de junho, dezenas de estudantes tomaram as ruas da Indonésia para expressar seu descontentamento em relação ao aumento dos preços de combustíveis e alimentos. O protesto é uma reação ao crescimento do custo de vida no país, que tem sido exacerbado pela alta dos combustíveis decorrente da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
Vídeos e fotos divulgados nas redes sociais mostram uma grande concentração de estudantes, muitos usando jaquetas amarelas das universidades, manifestando-se em várias áreas da capital, Jacarta. Segundo a agência de notícias AP, cerca de 1.500 estudantes se dirigiram à rotatória do Hotel Indonésia, um ponto icônico da cidade.
Update Aksi Menuju Indonesia Bangkrut pukul 18.00 WIB.
Mahasiswa menyampaikan orasi dan pernyataan sikap. #AksiIndonesiaBangkrut #MenujuIndonesiaBangkrut #Mahasiswa pic.twitter.com/Y4t9eF3qyy
— Project Multatuli (@projectm_org) June 12, 2026
udah bagus bagus Indonesia Cerah di terangi kuning
EH DI GELAPIN LAGI SAMA COKLAT DAN IJO!!!!!! pic.twitter.com/1LIjybdMCh
— Menteri Pekerja RI (@MenteriPekerja) June 12, 2026
Cerca de 6 mil policiais e militares foram mobilizados para evitar que os manifestantes alcançassem o palácio presidencial, bloqueando principais vias de acesso. Informações do jornal indonésio The Jacarta Post indicam que as autoridades tentaram dispersar a multidão na rotatória do Hotel Indonésia e interceptaram ônibus que se dirigiam ao local. No entanto, muitos estudantes decidiram seguir a pé até o ponto de encontro.
A manifestação trouxe à tona uma série de exigências direcionadas ao presidente Prabowo Subianto, destacando a necessidade de acabar com o “desperdício” nos gastos públicos. Programas governamentais significativos, como o projeto de refeições escolares gratuitas, foram criticados por serem vistos como focos de corrupção. Há também preocupações sobre o aumento da influência militar nos assuntos civis, considerado uma ameaça à democracia.
“O governo está ignorando a realidade atual. Pedimos que Prabowo tenha coragem para admitir seus erros”, afirmou o estudante Yatalathof Ma’shum Imawan, líder da organização estudantil responsável pelos protestos, em entrevista à AP. Segundo ele, a Indonésia tem enfrentado um aumento do autoritarismo devido à crescente repressão militar.
Os protestos desta sexta-feira foram os mais expressivos desde agosto de 2025, quando pelo menos 13 pessoas perderam a vida em confrontos com as forças de segurança no país. Além da capital Jacarta, cidades como Pontianak, na ilha de Bornéu, e Bandung, em Java Ocidental, também viveram manifestações intensas.
