Nesta sexta-feira, 10, o presidente da China, Xi Jinping, teve um encontro incomum com a líder da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, em uma reunião privada. Em um momento de crescente tensão na região, ambos os líderes optaram por uma abordagem conciliatória, com Cheng enfatizando a necessidade de Taipei e Pequim colaborarem para “evitar a guerra”, enquanto Xi expressou estar “plenamente convencido” de que um futuro compartilhado é possível.
Durante o encontro no Grande Salão do Povo, Xi afirmou: “Estamos aqui hoje para proteger a paz e a estabilidade de nossa pátria comum, promover um desenvolvimento pacífico e garantir que as próximas gerações possam desfrutar de um futuro radiante e harmonioso”.
O presidente chinês reiterou que todos os lados do Estreito de Taiwan são formados por chineses que desejam paz. Ele afirmou que Pequim está disposta a fortalecer as relações, desde que isso seja acompanhado pela renúncia à independência da ilha. Por outro lado, Cheng mencionou que o “rejuvenescimento do povo chinês” é um objetivo comum entre as duas nações, destacando que essa meta representa uma “contribuição positiva para a paz e o progresso humano”.
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A reunião ocorrida nesta sexta-feira também marca a primeira visita de um presidente do Kuomitang (KMT), partido opositor em Taiwan, a Pequim desde 2016. Naquele ano, Hung Hsiu-chu havia visitado a capital chinesa. Desde sua eleição como presidente do KMT no ano passado, Cheng Li-wun tem atraído atenção por sua postura considerada “excessivamente pró-China”, mesmo sendo parte de um partido conhecido por seu histórico de cordialidade com o continente.
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A China considera Taiwan como uma parte essencial de seu território e frequentemente sugere a possibilidade de tomar o controle da ilha à força. Embora as relações entre os dois lados sempre tenham sido tensas, essa situação se agravou em 2016 com a ascensão do Partido Progressista Democrático (DPP) ao poder em Taiwan.
