Quem detém a maior reserva de petróleo do planeta?

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Desde as luxuosas bolsas da Louis Vuitton até as companhias aéreas da Europa, passando pelos Emirados Árabes, onde o comércio de produtos de alta gama enfrenta sérios obstáculos, o cenário econômico é impactado pelo preço do petróleo em torno de 100 dólares e pela presença de petroleiros vazios, consequência do conflito no Irã. Esse contexto afeta diretamente as vendas e a rentabilidade das empresas, além de colocar em cheque a sustentabilidade do modelo econômico vigente. Essa realidade contrasta com o que se observa nos Estados Unidos.

Muitos cidadãos americanos acreditam que o mapa traçado por Donald Trump, somado às riquezas naturais do país, proporciona aos Estados Unidos uma posição privilegiada para controlar ou influenciar mais de 30% das reservas globais de gás e petróleo, semelhante à situação na Venezuela após a saída de Maduro. O bloqueio naval temporário no Estreito de Ormuz, que representa uma rota crucial para 20% do petróleo mundial, também está em jogo, já que a Marinha americana determina a passagem dos petroleiros.

Essa configuração geopolítica é poderosa e se revela muito mais significativa do que ações polêmicas como confrontos com líderes religiosos ou comparações com figuras históricas. Vale ressaltar que a China é um dos países que mais necessitam do petróleo iraniano neste momento.

A questão sobre quanto tempo o Irã suportará o fechamento do Estreito de Ormuz gera debates acalorados; no entanto, na prática, os países que dependem das reservas árabes e iranianas não têm luxo para discutir a moralidade da guerra. Eles estão redirecionando seus petroleiros para o Golfo do México – ou Golfo da América, conforme rebatizado por Trump.

MUDANÇA NO MEIO DO CAMINHO

Esse redirecionamento não vem sem incertezas: não há garantias de que novos fornecedores consigam aumentar sua produção em tempo hábil para evitar uma crise de abastecimento. O processo pode levar até três meses, mesmo considerando a agilidade geralmente associada aos produtores norte-americanos. Substituir um fornecedor como o Catar, com sua capacidade de seis a sete milhões de toneladas mensais de gás natural liquefeito, não é algo imediato.

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Em função disso, compradores europeus e asiáticos estão competindo intensamente entre si. Superpetroleiros que começaram a atravessar o Atlântico em maior volume frequentemente alteram seu trajeto no decorrer da viagem caso um comprador ofereça um valor superior ao concorrente. Essa alteração nos caminhos também impacta na disponibilidade dos navios.

Para os Estados Unidos, essa situação representa uma vantagem. “Atualmente os EUA são um exportador líquido de combustíveis fósseis, gerando um impacto direto no PIB nacional e nos lucros da indústria energética”, observou o comentarista Tim Wallace. Segundo ele, as ações tomadas durante a gestão Trump “superaram a concorrência e elevaram os preços do gás e do petróleo”.

Por outro lado, isso traz efeitos negativos: os preços internos também subiram nos Estados Unidos e, com o aumento da demanda proveniente da Europa e Ásia, é provável que continuem a subir ainda mais.

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RISCO ALTÍSSIMO

Alguns especialistas sugerem que Trump aceitou deliberadamente um desgaste temporário devido ao aumento dos preços dos combustíveis em troca de vantagens futuras. Essas vantagens poderiam incluir o prestígio associado à possível interrupção do programa nuclear militar do Irã e uma eventual queda nos preços decorrente de um acordo definitivo. Em um cenário ainda mais otimista, haveria abertura para empresas petrolíferas americanas na Venezuela sob Delcy Rodríguez – algo que já está ocorrendo entusiasticamente. A presidente interina raramente foi vista tão sorridente publicamente quanto na recente reunião com representantes da Chevron.

É um risco extremamente elevado? Sem dúvida. As eleições para o Congresso ocorrem em novembro e uma vitória democrata poderia limitar severamente sua capacidade de ação.

No entanto, é inegável perceber um ambicioso projeto geopolítico em desenvolvimento, visando um controle crescente sobre um recurso essencial para o mundo – seja através da derrubada cirúrgica de líderes como Nicolás Maduro ou por meio de operações aéreas e navais que não colocam vidas americanas em risco. Basta utilizar sabiamente a impressionante força militar disponível.

Parece evidente que Trump chegou à conclusão sobre as vantagens do imperialismo: ser imperialista traz benefícios significativos.

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