Irã libera passagem no Estreito de Ormuz para embarcações durante pausa no conflito libanês

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Na última sexta-feira, dia 17, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a navegação de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz foi completamente liberada. Essa decisão foi comunicada em decorrência da implementação de uma trégua no Líbano, um dos muitos conflitos existentes no Oriente Médio, onde Israel enfrenta o Hezbollah, grupo paramilitar que conta com apoio iraniano.

Araghchi anunciou em sua conta no X (antigo Twitter): “Com base no cessar-fogo no Líbano, a passagem de barcos comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente autorizada durante o restante do período de trégua, seguindo a rota previamente estabelecida pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã”.

Ainda não há clareza sobre a duração da abertura do estreito. Embora Araghchi tenha mencionado o “período restante do cessar-fogo”, ele não esclareceu se se referia ao Líbano, cuja trégua tem validade de dez dias, ou ao acordo entre Estados Unidos e Irã, que inicialmente se estende até a próxima terça-feira, dia 21.

O chanceler ressaltou que os navios devem seguir uma “rota coordenada”, acordada previamente com as autoridades iranianas. Especialistas em navegação sugerem que essa rota é próxima à costa do Irã e foi utilizada por um número reduzido de embarcações durante o conflito devido ao risco de ataques.

A abertura dessa rota deveria ter ocorrido com a trégua firmada entre Irã e Estados Unidos no dia 8 de abril, que atualmente está sendo considerada para extensão. No entanto, a via permaneceu fechada devido a divergências sobre os termos da pausa nos combates, especialmente em relação à continuidade dos bombardeios israelenses sobre o Líbano.

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No dia anterior, 16 de setembro, o gabinete de segurança israelense informou ter concordado em suspender os ataques ao Hezbollah por um período de dez dias. Essa decisão foi tomada sob pressão do governo Donald Trump, já que a escalada do conflito estava ameaçando a trégua estabelecida com o Irã.

<pAntes disso, na segunda-feira, dia 13, os Estados Unidos haviam imposto um bloqueio ao redor do Estreito de Ormuz, uma rota crucial por onde transita 20% do petróleo global. O fechamento desse estreito era utilizado pela República Islâmica como uma estratégia desde o início das hostilidades no Oriente Médio. Durante o conflito ativo, o número diário de embarcações nessa área despencou de 130 para apenas seis.

A operação militar envolveu cerca de 10 mil soldados, além de quinze navios de guerra e diversas aeronaves e helicópteros para monitorar uma vasta área que abrange o Golfo de Omã e o Mar Arábico; cabe destacar que o Estreito conecta essas águas ao Golfo Pérsico, região onde se encontram as monarquias árabes produtoras de petróleo.

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Por meio dessa ação, os Estados Unidos visam pressionar a indústria petrolífera iraniana — um setor fundamental para sua economia e responsável por cerca de 10% a 15% do PIB — além de interromper os pagamentos conhecidos como “pedágio de Teerã”, que custam aproximadamente US$ 2 milhões e permitiram que alguns navios atravessassem essa importante via marítima.

No dia 16, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), divisão do Pentágono encarregada da região do Oriente Médio, reportou que treze embarcações foram forçadas a retornar para um porto ou para áreas costeiras iranianas.

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