EUA aguardam retorno do Irã sobre proposta para pôr fim ao conflito nesta sexta-feira

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que Washington aguarda uma resposta do Irã para a proposta americana, com o intuito de pôr fim ao conflito no Oriente Médio. Essa expectativa ocorre após uma semana repleta de tensões, e a resposta é esperada para esta sexta-feira, dia 8.

“Estamos na expectativa de receber uma resposta deles ainda hoje. Torço para que seja uma oferta séria”, comentou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos durante uma sua visita à Itália, em conversa com jornalistas.

Segundo informações do portal Axios, as nações estão próximas de concluir um “memorando de entendimento” com 14 cláusulas, que visaria encerrar o conflito existente e estabelecer um quadro para futuras negociações detalhadas, incluindo aspectos relacionados ao programa nuclear iraniano.

Conteúdo do acordo

O memorando proposto contempla, entre outras condições, o compromisso do Irã em interromper o enriquecimento de urânio. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderiam sanções e liberariam bilhões de dólares referentes a receitas petrolíferas iranianas que estão bloqueadas no exterior. Além disso, ambos os países concordariam em retirar todas as restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, conforme reportado pelo Axios.

Esse entendimento finalizaria a guerra na região e iniciaria um período de 30 dias para negociações mais aprofundadas sobre como abrir o estreito, limitar o programa nuclear iraniano e suspender as sanções americanas. Durante este tempo, tanto as restrições iranianas à navegação pelo estreito quanto a presença naval americana seriam gradualmente reduzidas. As discussões adicionais poderiam ocorrer em Islamabad ou Genebra, segundo a publicação.

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A duração da moratória referente ao programa nuclear iraniano ainda está sendo discutida. Nas conversas iniciais realizadas em 11 de abril, que não obtiveram sucesso, os Estados Unidos pediram uma pausa de cinco anos enquanto o Irã ofereceu cinco meses – proposta que foi rejeitada. Atualmente, as tratativas giram em torno de um intervalo entre 12 e 15 anos. Além disso, Washington busca incluir uma cláusula que estipule que qualquer violação das normas de enriquecimento resultaria na prorrogação da moratória. Teerã poderia enriquecer urânio até um limite baixo de 3,67% assim que a proibição fosse levantada.

No mesmo documento, o Irã se comprometeria a não desenvolver armas nucleares e aceitaria um regime rigoroso de inspeções, incluindo visitas inesperadas por parte dos fiscais da ONU, conforme indicado por fontes consultadas pelo portal americano.

Escalada das tensões

A resposta do Irã surge após uma semana marcada por crescentes tensões. Na segunda-feira (4), uma operação militar anunciada por Donald Trump para proteger navios mercantes no Golfo Pérsico através do Estreito de Ormuz gerou confrontos entre a Marinha americana e a Guarda Revolucionária Islâmica. Esta última também teria atacado uma refinaria nos Emirados Árabes localizada na costa do Golfo de Omã.

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Na noite seguinte (terça-feira), Trump reverteu sua decisão anterior e cancelou o chamado “Projeto Liberdade”, afirmando ter feito isso para “abrir espaço para negociações”.

No entanto, novos conflitos emergiram na quinta-feira (7), quando as Forças Armadas dos EUA relataram ataques contra alvos militares iranianos após forças do Irã terem agredido três contratorpedeiros americanos no Estreito de Ormuz.

O comando militar iraniano acusou os EUA de infringir o cessar-fogo ao atacar um petroleiro iraniano e outro barco. Também foi alegado que Washington realizou ataques no sul do Irã “em colaboração com outros países da região”. As forças iranianas responderam imediatamente atacando embarcações militares americanas e infligindo danos significativos.

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<pApesar das hostilidades recentes, o presidente americano Donald Trump afirmou na noite da quinta-feira que o cessar-fogo com Teerã permanece intacto, classificando os ataques iranianos contra navios militares americanos como “insignificantes”.

Nesta sexta-feira, sinais de fragilidade na trégua foram evidentes após a Marinha iraniana anunciar a apreensão de um petroleiro tentando sair do estreito. Ademais, os Emirados Árabes Unidos relataram novos ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã.

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