O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quinta-feira a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano, que estava agendado para terminar no domingo. O novo acordo estende a trégua por mais três semanas e foi decidido após uma reunião na Casa Branca com representantes dos dois países.
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“Estou ansioso para receber em breve o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica!”, declarou Trump.
Ali Fayyad, deputado e líder do partido Hezbollah, que representa a vertente política do grupo militante, afirmou nesta sexta-feira que um cessar-fogo “não tem validade” se os ataques israelenses não cessarem.
Na quarta-feira anterior, pelo menos cinco pessoas foram mortas em bombardeios, dentre elas uma jornalista. Isso ocorreu mesmo com a trégua em vigor entre Israel e Líbano, que se viu envolvido em um conflito no Oriente Médio desde março. A situação escalou quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio ao Irã. Em resposta, as forças israelenses realizaram ataques massivos em todo o território libanês e invadiram o sul do país.
Amal Khalil, de 42 anos, uma repórter do jornal Al-Akhbar, perdeu a vida durante um ataque aéreo que atingiu a residência onde ela se encontrava com a fotojornalista Zeinab Faraj, que ficou ferida na cidade de Tayri, região sul do Líbano. O Exército de Israel admitiu que suas operações atingiram as duas jornalistas, mas negou ter como alvo profissionais da imprensa.
<pComo reação aos ataques recentes, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denunciou Israel por crimes de guerra.
O premiê libanês postou no X que atacar jornalistas e impedir o acesso das equipes de resgate configura crimes de guerra. Ele enfatizou que os ataques israelenses contra jornalistas deixaram de ser “casos isolados” para se tornarem “uma prática sistemática que condenamos”.
Desde o início da ofensiva israelense e da subsequente invasão ao sul do Líbano, mais de 2.400 vidas foram perdidas no país. As tropas israelenses permanecem ocupando uma área ao longo da fronteira em uma “faixa de segurança” que se estende até 10 quilômetros dentro do território libanês.
