Irã descarta como irrealista proposta de reunião entre Mojtaba Khamenei e Trump feita pelos EUA

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Na quinta-feira, 4, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, rejeitou a possibilidade de um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei. Essa declaração ocorreu em resposta a sugestões de Trump de que estaria aberto a uma reunião.

“Li um artigo que insinuava que [Donald Trump] desejava se encontrar ou estava disposto a organizar tal reunião”, comentou Araghchi durante uma entrevista ao canal libanês Al-Mayadeen. Ele enfatizou que é necessário ter realismo sobre a situação, afastando assim qualquer expectativa quanto ao encontro.

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Mojtaba Khamenei, que tem 56 anos, foi ferido em ataques realizados pelos EUA e Israel no país e não tem aparecido publicamente desde então. Sua ausência gerou especulações sobre sua saúde, com alguns sugerindo que ele estaria em estado grave, embora o governo iraniano tenha afirmado que ele sofreu apenas ferimentos “superficiais”. O pai de Mojtaba, Ali Khamenei, também ex-líder supremo, faleceu durante os bombardeios.

No dia anterior, Trump havia declarado estar interessado em se encontrar com Khamenei e mencionou a possibilidade de um encontro futuro, dependendo do desenrolar da situação.

No entanto, na sequência dessa declaração, Mojtaba Khamenei usou suas redes sociais para acusar Washington de tentar reverter suas derrotas ao espalhar “desespero, medo, desconfiança e discórdia”.

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Khamenei afirmou: “O inimigo maligno foi derrotado em seu confronto com nossas Forças Armadas. Após sofrer um golpe decisivo tanto no campo militar quanto nas ruas, está agora enfrentando uma humilhação profunda e significativa.”

Intensificação das tensões

O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta quarta-feira que Teerã responderá de maneira “decisiva” a qualquer nova agressão por parte dos EUA ou de Israel, em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio.

Conforme reportado pela agência estatal ISNA, Ghalibaf afirmou que o período em que os adversários podiam agir sem enfrentar consequências já chegou ao fim.

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“A nação iraniana demonstrou em sua luta contra os Estados Unidos e o regime sionista que as ameaças infundadas se tornaram obsoletas. Qualquer agressão será respondida de forma decisiva e proporcional”, destacou o presidente do Parlamento.

Recentemente, ambas as nações sinalizaram avanços rumo a um acordo preliminar para cessar as hostilidades e reabrir o estreito. No entanto, até o momento nenhum acordo formal foi assinado. Trump comentou que as negociações continuam ativas; entretanto, autoridades iranianas indicaram que os canais de comunicação estão praticamente inativos. Teerã condiciona qualquer progresso diplomático à suspensão dos combates no Líbano e ao alívio das sanções econômicas impostas pelos americanos.

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