Um ataque com drones iranianos atingiu a maior refinaria de petróleo do Kuwait pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, 20, provocando múltiplos incêndios dentro do complexo. As chamas se espalharam por várias unidades da refinaria Mina al-Ahmadi, que processa cerca de 730 mil barris de petróleo por dia. Uma equipe de bombeiros foi enviada para tentar conter o fogo.
A empresa nacional de petróleo do Kuwait disse que partes da refinaria foram desligadas como medida de segurança e que não há registro de vítimas, mas não deu detalhes sobre os danos sofridos no novo ataque.
O bombardeio iraniano ocorreu enquanto o país árabe celebrava o Eid al-Fitr, festa que marca o fim do mês sagrado muçulmano do Ramadã. Os militares do país disseram que suas defesas aéreas estavam interceptando ameaças de mísseis e drones.
Na quinta-feira, a refinaria de Mina al-Ahmadi já havia sido atingida em outra ofensiva, que provocou o início dos incêndios e o fechamento de várias unidades do complexo, segundo a agência oficial do Kuwait.
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O Irã intensificou seus ataques contra refinarias no Golfo Pérsico após Israel bombardear South Pars, parte iraniana do maior campo de gás do mundo, compartilhado com o Catar. Responsável por cerca de 70% do fornecimento de gás natural para a população do país, o campo registrou focos de incêndio após os ataques na quarta-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não foi informado previamente da ação israelense, mas ameaçou destruir South Pars se Teerã prosseguir com os ataques contra o território catari.
A Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do Irã, disse que também atingiu forças americanas na base aérea de al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, bem como em Israel.
Ainda nesta sexta, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel, informou a TV estatal iraniana.
