Investigado sob suspeita de fraudar processos licitatórios para o fornecimento de merenda escolar, o empresário Eloizo Gomes Afonso Durães, dono da SP Alimentação, foi preso preventivamente ontem em Higienópolis (região central de SP).
A prisão ocorreu quando Durães deixava o prédio onde mora para fazer sua caminhada matinal pelo bairro.
Ao todo, de acordo com investigação do Ministério Público Estadual, a máfia da merenda escolar pagou cerca de R$ 280 milhões para funcionários de 35 prefeituras em propinas num esquema de desvio de verbas públicas.
Doze policiais civis participaram da operação para prender Durães, que, inicialmente, tentou não entrar no carro policial e foi algemado.
Durães foi preso por ordem da Justiça de Limeira (151 km de SP) por ter sido acusado pela Promotoria de pagar propina de R$ 175 mil para dois vereadores da cidade, em 2007 e 2008.
De acordo com a promotora Regina Helena Fonseca Fortes Furtado, Durães pagou a propina para que dois vereadores -Antonio César Cortez, ainda hoje na Câmara Municipal local, e o ex-vereador Carlos Gomes Ferraresi- votassem contra uma CPI para investigar o fornecimento de merenda na cidade.
Segundo a promotora, o contrato para o fornecimento de merenda em Limeira que deveria ser investigado na CPI era de R$ 56 milhões.
A Justiça também decretou a prisão preventiva do vereador Cortez, mas ele é candidato a deputado estadual pelo PV e, pela lei eleitoral, não pode ser preso 15 dias antes e dois depois da eleição.
Também foram pedidas as prisões de Ferraresi e de Genivaldo Marques dos Santos, ex-funcionário da SP Alimentação. A Justiça negou.
