Na quinta-feira, dia 8, um trágico incidente no Aeroporto Internacional King Khalid, situado em Riade, a capital da Arábia Saudita, resultou na morte de três pessoas e deixou várias outras feridas. A autoria dos ataques foi reivindicada pelos rebeldes hutis do Iêmen, que recebem apoio do Irã.
A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita revelou que o primeiro ataque ocorreu na parte da tarde de quinta-feira, atingindo as instalações aeroportuárias, enquanto o segundo incidente causou danos a aeronaves estacionadas.
Na sexta-feira, 9, as autoridades sauditas confirmaram os óbitos e informaram que todos os falecidos eram cidadãos locais. Entre as vítimas estava o capitão Hamoud Ali Alkalthami, cuja morte foi oficialmente reconhecida pela companhia aérea Saudia. A empresa também comunicou que um de seus aviões sofreu danos e pegou fogo enquanto estava estacionado no aeroporto, sem passageiros a bordo.
Após os ataques, as companhias aéreas Air India e Lufthansa decidiram suspender suas operações para Riade. Além disso, quase 50% dos voos programados para o aeroporto foram cancelados, conforme informações da empresa Cirium, especializada em análise aérea. As atividades do aeroporto foram restabelecidas às 18h do horário local na mesma quinta-feira.
Frente de batalha
Esse evento marca o ataque mais mortal registrado na Arábia Saudita desde que o país e as forças aliadas ao governo iemenita lançaram uma grande ofensiva militar contra os hutis no último fim de semana. Esses combates representam uma nova fase da guerra no Oriente Médio, que se intensificou em meio à escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
No dia anterior, quarta-feira, os hutis dispararam mísseis balísticos e drones carregados de explosivos contra o Aeroporto Internacional de Aden, localizado no sul do Iêmen. O Ministério dos Transportes iemenita informou que um dos mísseis caiu perto da pista poucos minutos antes da chegada de um voo vindo do Cairo.
A atual onda de violência já forçou mais de 200 mil pessoas a deixarem suas casas desde o início desses novos confrontos, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Embora ambos os lados relatem centenas de mortes, não foram divulgados números precisos. A ONU alerta que três em cada quatro famílias enfrentam insegurança alimentar em algumas regiões do Iêmen.
A situação no estreito
O ataque ao aeroporto também acontece em meio a uma série de avanços dos hutis apoiados por Teerã ao longo da costa do Mar Vermelho e nas proximidades do Estreito de Bab el-Mandeb, considerado uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo. Esta área adquiriu ainda mais relevância devido às interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz.
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No início desta semana, forças ligadas ao governo iemenita iniciaram uma contraofensiva com o objetivo de recuperar áreas estratégicas próximas ao Bab el-Mandeb e à cidade portuária de Mocha, que haviam sido tomadas pelos hutis em setembro. Os conflitos também se intensificaram na região de Dhubab, que controla parte dessa importante passagem marítima.
